
A ampulheta segue seu movimento pontiagudo, ferindo tudo e a todos.
Tic tac...Tic Tac...
E olhando as nuvens passar percebe-se que as correntes prendem o ser, estático, imóvel.
Inveja-se os inferiores, pois sempre se julgou superior aos covardes e menores.
Mas a realidade não é bem assim...
Tic tac...Tic Tac...
De ciclos em ciclos, chega-se ao único denominador possível. Escravidão! De quem mesmo?
E todas as vantagens comparativas foram para o ralo do banheiro, dissolvendo-se como sujeira presa ao corpo doentio.
E na beira do precipício sempre estará, mais a coragem para saltar de olhos fechados para o novo mundo, isso nunca terão.
Tic Tac... Tic Tac...
A contemplação do nada persiste, como objeto empoeirado permanece, sem o catalizar para ativar seja lá que for.
Fracos sejam aqueles que esperam ser aquilo que nunca serão!
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