
Ok, vamos encarar essa tela branca novamente e tentar enchê-la com alguns traços negros.
E escapa da bala, como se espaça o buraco agulha da linha. Mesmo sabendo que inevitavelmente ele voltaria para o buraco.
Vem da fome, vem da sede. Os desejos e necessidades mais animalescas alimentam toda a rota, todo o caminho do vilarejo antigo.
E nasce dele toda a vontade de ser o que sempre teve, ou pelo menos pensava que tinha.
Pensava né? Pois por muito tempo jogou-se fora como um desperdício de riqueza e tesouros antigos.
Mas o que há de se fazer em tempos destes nossos novos tempos?
Sucumbir às presas da medusa de morango? Tornar-se uma torre a ser atingida pelas mais variadas lamentações?
E lá vem os malditos anjos caídos: Yves Murasca, Seamus Haji (apelão de 70s!), Sr. Richard Vission (Ok baby, I can meet you) e o não menos perigoso Corey Gibbons (Ressuscita os mortos da época de Senna) . São amostras grátis, mas têm muitos deles por ai!
Tem mais o que dizer? Parece loucura né?
Mas não é!
E já se enche as veias com maltados gelados e conservados a dúzias, ou não, depende do lavoro.
E percorrem-se trajetos desafiando a ordem republicana, atravessam-se rios perpendiculares a oceanos, dentro mais lascivas variações de combustão de hidrocarbonetos.
A euforia não é pequena, não é uma adrenalina farmacêutica. Zumbidos de zumbis coreografados com cheiro de células novas, transpirando energia hormonal intensa e vibrante. É como sangue de virgem para seres da noite.
Nada de conquistar a taça! Não se podem ultrapassar os limites da justiça. O bicho pega.
E no final das contas, tudo vale. Desde que seja dentro das quatro paredes do aquário.
Entendeu? Não né?
E quem disse que é para alguém entender?
To voltando!
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